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O Coringão dos últimos 30 anos Estou lendo o livro Corinthians x Outros, de Washington Olivetto. A partir de um Corinthians de todos os tempos montado pelo autor, em cada capítulo é narrado um jogo fictício deste Timão contra um outro time de todos os tempos, escalado por um torcedor daquela agremiação convidado pelo autor para desempenhar tal tarefa. Além disso, no final de cada capítulo há uma mini-biografia de um ídolo corintiano que foi o destaque do jogo narrado pelo autor, e de um ídolo do time adversário. O livro é divertido. A partir de sua leitura e de uma conversa que tive outro dia com um amigo meu tive vontade de montar o meu Corinthians, com a diferença de que não o classifico como o de todos os tempos, já que minhas idade e memória me obrigam a limitar a avaliação com base nos últimos 30 anos, de 1982 em diante. Começa na democracia corintiana, o que é bom por ser uma época de grandes jogadores, e termina no time atual. Também de forma diferente de Washington, que escolheu onze titulares e quatro reservas, resolvi montar dois times completos (22 jogadores). Vamos lá... Equipe titular no 4-4-2: Ronaldo, Zé Maria, Gamarra, Chicão e Wladimir; Rincón, Biro-Biro, Sócrates e Neto; Ronaldo Fenômeno e Carlitos Tevez. Equipe reserva também no 4-4-2: Dida, Édson (Abobrão), Célio Silva, William e Kléber; Moacir, Vampeta, Marcelinho e Zenon; Casagrande e Edílson.
Dá ainda para fazer algumas menções honrosas, como Silvinho na lateral esquerda, Ricardinho na armação de jogadas, Juninho na zaga da época da democracia corintiana, Luizão como centro-avante, e, até, os recentes volantes Ralf, Paulinho, Cristian e Elias, com destaque para este último. Bom, se não lembrar de mais nenhum jogador acho que a seleção é esta, não devo mudá-la. Vai Corinthians!!!
Escrito por lfmiliorini às 00h37
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Um fim de 2011 movimentado, com muito trabalho. E o resultado foi mais de um mês de inatividade no blog. Para a retomada no início de 2012, após pouco mais de uma semana de folga com a família em Ubatuba, dois assuntos. Vamos a eles... A final do mundial de clubes A derrota do Time da Baixada diante do Barcelona era esperada, mas não da forma como ocorreu. A maioria daqueles que aguardava pelo jogo, inclusive eu e torcedores de outros clubes que não o brasileiro envolvido, esperava, pelo menos, que o Barcelona fosse minimamente ameaçado. Mas o que se viu foi um verdadeiro massacre, de um time com mais de 70% de posse de bola contra outro estático, formado por onze espectadores dentro do campo de jogo. Pelo que foi o embate quase todas as análises e comentários que surgiram na imprensa esportiva parecem corretas, com exceção de uma linha de argumentos, relacionada ao significado da derrota para o futebol brasileiro. Segundo ela, se o time tido como o mais forte do Brasil na atualidade foi tão facilmente derrotado por um clube da Europa, isso significa que atualmente o nosso futebol é muito mais fraco do que o praticado naquele continente. Que é necessária uma reformulação de nosso futebol não há dúvida, passando pelo fortalecimento dos clubes antes de se pensar em seleção – pois um dos caminhos para ela voltar a ser forte envolve a existência de um campeonato nacional disputado por clubes de alto nível –, pela reestruturação da CBF, com troca das pessoas que a comandam, e, principalmente, por uma reciclagem de nossa forma de ver e praticar o futebol. Só não concordo que o jogo entre Barcelona e Time da Baixada serviu para mostrar a atual disparidade entre o futebol brasileiro e o europeu. O que ocorreu lá no Japão serviu, na verdade, para demonstrar que o Barcelona não é superior somente aos clubes europeus rotineiramente derrotados por ele, mas sim que ele não encontra, atualmente, nenhum adversário à altura no mundo. Acredito seriamente que se o Time da Baixada tivesse enfrentado um Manchester United ou um Real Madrid teria conseguido equilibrar e talvez até vencer a disputa. O Barcelona é exemplo a ser seguido para que o futebol brasileiro volte a ser o que um dia já foi. Já o futebol europeu atual, de uma forma geral, não é muito diferente do daqui. A formação do Coringão para 2012 Rápido e objetivo. Montillo, se vier, será o meia pelo lado direito; Alex já está no grupo para ser o meia pela esquerda. Na frente Liédshow e Sheik, com ótimas opções na reserva (William, Jorge Henrique e o recém contratado Elton, que veio do Vasco). Se Cristian também vier, quando não pudermos contar com um dos volantes titulares (Ralf ou Paulinho) o time não sentirá tanto como sentiu no ano passado. A dupla de zagueiros não é a dos sonhos, mas Paulo André e Castán estão no mesmo nível das outras zagas consideradas boas no Brasil – com exceção do Dedé, do Vasco, qual outro grande zagueiro há hoje jogando por aqui? Minha preocupação fica por conta das laterais, pois Fábio Santos é fraco e Alessandro parece já ter queimado tudo o que tinha para queimar na carreira. Júlio César dá os seus sustos, mas também salva em vários momentos. Além de tudo é corintiano para caramba, e para mim isso conta, principalmente para um goleiro. Que comece a temporada de 2012. Vai Corinthians!!!
Escrito por lfmiliorini às 00h10
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O início do domingo Nasci em 1973. Filho de palmeirense, quando ainda dava meus primeiros passos, parecia que me tornaria torcedor do time de verde. Aos seis ou sete anos, já no fim da década de 1970, por influência de outros parentes comecei a dizer que era corintiano. Em 1981, com oito anos de idade, meu pai estava a ponto de me convencer a usar verde novamente. Mas aí veio o ano de 1982... Com nove anos de idade e mais atento às coisas do futebol, vi aquele time democrático jogar, então comandado por um cara que não parecia jogador, que não tinha porte de atleta, mas que conseguia resolver uma jogada com menos toques na bola, sem precisar correr muito. Foi fatal. Ontem morreu aquele que foi meu primeiro ídolo no futebol e pela manhã, quando fiquei sabendo, confesso que tive duas sensações: a primeira de que parte de minha infância, já distante, parecia estar ainda mais longe; a segunda de que seríamos campeões. E, apesar de um triste início de domingo, eu estava certo. O domingo A caminho do Pacaembu, para acompanhar a última partida do Coringão no brasileirão 2011, eu escutava a rádio Estadão/ESPN. O apresentador do pré-jogo dizia que o clima estava mais pesado, que a alegria da torcida não parecia a mesma de outros jogos. Era verdade. A Fiel, mesmo que sem perceber, deixava transparecer seu abatimento. Nada mais natural. No minuto de silêncio antes do jogo a bela e justa homenagem. Começa o jogo e o time não joga de forma a honrar o futebol praticado pelo ídolo que partiu. Mas não era isso que importava, e sim conquistar o título para homenageá-lo. Sufoco, cenas lamentáveis de violência por parte de alguns jogadores e a Fiel cumprindo seu papel. Acaba a partida e o Coringão é campeão brasileiro pela quinta vez. No dia da morte de um de seus maiores ídolos, a Fiel comemora mais um título. Alegria na saída do estádio, nas ruas e avenidas, nas sacadas dos prédios. Mas aquela tristeza do pré-jogo, de alguma forma ainda parecia estar no ar. O fim do domingo Caminho do Pacaembu até minha casa aliviado. A tensão das últimas rodadas do campeonato finalmente tinha chegado ao fim. Chego em casa ainda meio confuso, com um sentimento misto de alegria e tristeza. Encontro meu filho de um ano e dez meses e falo para ele que estava no jogo do Timão, que se sagrou campeão mais uma vez. Então ele olha para mim e diz: “Papai jogo Timão, Timão capeão, Coinchas”. Nessa hora eu pensei: foi-se um ídolo, o título recente logo será passado, apenas mais um na galeria, mas a Fiel e o Coringão seguirão fazendo história, como vem sendo desde 1910, e sempre será. Obrigado Magrão! Valeu Tite, jogadores, dirigentes e, principalmente, valeu Fiel Torcida!
Escrito por lfmiliorini às 01h15
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Só no final
Lógico que havia esperança. O juiz apitou o fim de jogo lá em Floripa e por alguns minutos fomos os campeões. A torcida ergueu faixas, gritou pentacampeão e os jogadores aguardaram pela volta olímpica no gramado. Eu, aqui em casa, com a bandeira pendurada na sacada, depois de umas oito latinhas para me acalmar e um churras com a família, já me preparava para soltar o grito na janela. Aí veio o tal de Bernardo e... Já sabemos o que aconteceu. Mas depois do que sofremos nesse campeonato, principalmente nas cinco rodadas que antecederam a do último final de semana, alguém acreditava que acabaria antes do último jogo? Difícil que não acabasse só no final, não é? E não acabou. Vamos ter que sofrer mais e não será pouco. Contra nosso maior rival, no Pacaembu lotado pelos nossos, com aquela velha sina de pensar em um outro jogo acontecendo em outro lugar. Uma outra forma de enxergar essa situação toda é a aquela de que não há melhores adversário, palco e cenário para um pentacampeonato brasileiro. Mas o pensamento de que será muito sofrido não sai da cabeça. Então que seja, da forma que for, como quase sempre é. Só quero ter força para aguentar o que está por vir, e rir no final. Vamos, mais do que nunca, jogar com raça e com o coração, é o time do povo, o Coringão!!!
Escrito por lfmiliorini às 01h28
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É muito Corinthians para pouco final de campeonato Nas últimas quatro rodadas sofrimento após sofrimento. Primeiro, contra o Avaí, a nossa virada veio quando tínhamos um jogador a menos. No jogo do América – MG um gol que nos trouxe a derrota no final, um castigo para um time que não se empenhou como deveria. Contra o Atlético – PR tomamos sufoco quando ganhávamos por um gol de diferença, com direito a duas bolas em nossa trave. Lá em Fortaleza, no meio da última semana, passamos por um massacre imposto pelo Ceará no primeiro tempo, Júlio César fechou o gol e na segunda etapa vencemos graças a um gol improvável de “Cachito Ramírez”. Nesses jogos tentei analisar o que o time produziu, como foram conquistadas as vitórias e como tivemos a única derrota. Pensei nas modificações do Tite e no desempenho dos jogadores. E ontem? Bom, ontem foi diferente. Não quanto ao que ocorreu, mas em termos de percepção das coisas. Para mim, e acho que para boa parte dos corintianos, não coube e não cabe análise alguma. Ontem, quando aos 43 minutos do segundo tempo Adriano fez o que fez, o Pacaembu não gritou, ele soltou um urro – como bem definiu Juca Kfouri. A torcida soltou no ar mil toneladas de tensão e apreensão contidas. Esqueçam o que Tite fez, esqueçam como o time jogou, deixem de lado quem estava em campo... Foi gol e ponto. Foi muito Corinthians, foi corintiano demais. Estamos na liderança e faltam duas rodadas. Por isso, Tite, comissão técnica, diretoria e jogadores, depois de ontem não cabe perder esse campeonato. Sei que ele ainda não está matematicamente ganho, mas para a Fiel é como se estivesse. Assim, façam o necessário que está faltando para que ele seja definitivamente conquistado. Depois dessa alta dose de Corinthians que vocês nos deram nas últimas quatro rodadas, nós merecemos. Vaaaaaaaaaiii Cooriiiiinnthiaaaaannnsss!!!
Escrito por lfmiliorini às 22h24
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Foco
Apesar da vitória no último domingo contra o Atlético – PR no Pacaembu, na segunda estava um pouco desanimado em razão da vitória do Vasco sobre o Botafogo, não só pela trigésima quarta rodada ter sido finalizada com o mesmo empate em pontos entre os dois líderes da competição, mas pela equipe carioca estar jogando melhor do que o Timão. Mas nessa gangorra do brasileirão 2011 se vai do desânimo à empolgação com a mesma velocidade com a qual cada equipe oscila na competição. E por isso já é momento de conter a empolgação e focar no próximo jogo. Sim, porque não ganhar do Atlético – MG no Pacaembu no próximo domingo é perfeitamente possível, apesar de inadmissível para uma equipe que está prestes a se sagrar campeã. Quanto à equipe provavelmente teremos Alex, Chicão e São Jorge Henrique à disposição, o que nos fortalece em termos de opções para mudanças eventualmente necessárias antes e durante a partida. Da parte da Fiel já está tudo certo, pois já foram vendidos 32.000 dos 35.000 disponíveis. Falta apenas o time manter o foco, a calma, o equilíbrio e entrar em campo com gana de quem quer conquistar. Mais uma vez estaremos lá, todos juntos, em mais uma tarde do Todo Poderoso em comunhão com seus fiéis seguidores. Vaamoos jogar com raça e o coraçãããoo, é o time do pooovoooo, o Cooringããããooooo!!!
Escrito por lfmiliorini às 00h19
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Sei que já passou, mas o desabafo é necessário Todo clube de futebol tem uma identidade, uma personalidade. E, mesmo que de forma inconsciente, os torcedores optam por um ou outro clube justamente por afinidade com essa identidade. Muitas vezes já falei, discuti ou escrevi sobre a identidade do Timão, entendendo que alguns de seus maiores momentos de crise se deram justamente quando estiveram no clube, representando-o dentro ou fora de campo, pessoas nem um pouco ligadas às tradições corintianas. O time que caiu para a segunda divisão em 2007, por exemplo, era repleto de jogadores inexperientes, mas principalmente omissos, que por falta de condição ou simplesmente covardia não souberam se impor nos momentos decisivos. Alguns teóricos bons elencos montados nas décadas de 80 e 90 não renderam bons frutos, simplesmente porque para jogar no Corinthians é muito mais importante o comprometimento do que a técnica apurada. Quando um de nossos times tem as duas coisas todos sabem o quanto é difícil bater o Timão. No início desse brasileirão pensei que esse atual elenco estava no caminho certo, pois é um time sem grandes estrelas – mesmo Liédshow e Sheik, apesar de experientes e de terem qualidade, sempre foram coadjuvantes nos clubes por onde passaram –, mas que vinha se portando muito bem em campo. Correndo muito, marcando os adversários em cima, ganhando vários jogos muito mais na base da dedicação e da raça do que por superioridade técnica. E não faltaram jogos nesse campeonato para mostrar que minha avaliação estava correta – contra Vasco, Flamengo, Inter e Avaí aqui no Pacaembu e contra Botafogo e Bahia fora, só para dar alguns exemplos. Dito isso estou até agora querendo muito que alguém me explique o que foi aquela falta de comprometimento, aquela apatia, que vimos contra o América – MG no domingo retrasado. Como bom corintiano eu aceito até o Dama, o Ari Bazão, o Gralak, o Baré e o Embu jogando no Timão, desde que eles joguem com vontade. A Fiel aceita a limitação técnica, a falta de habilidade, mas a falta de empenho com a camisa do Corinthians é pecado grave em qualquer situação, sendo ainda mais absurda quando o time briga justamente por um título nacional. E a derrota daquele domingo nos trouxe um falatório sem fim sobre vacilar como no ano passado, deixar o título escapar etc. Isso tudo, na verdade, nem deveria estar passando pela cabeça dos jogadores e da comissão técnica. Ainda bem que neste último final de semana pelo menos conquistamos mais três pontos. Vamos em frente Nesse brasileirão da irregularidade o oscilante Coringão segue liderando, mas a cada semana muda o cenário com relação aos que o acompanham na tabela. Se na semana passada, após a pífia derrota para o América – MG, o Fluminense tinha se tornado mais uma preocupação, nessa semana voltamos a conviver apenas com a de sempre, o Vasco. Mas apesar de continuar a ser o time que mais preocupa em termos de luta pelo título, há um fato novo na comparação entre Timão e Vasco: a equipe carioca vive um momento superior, e isso preocupa mais. Há algumas rodadas as duas equipes jogavam bem alguns jogos e mal outros, oscilavam demonstrando em campo o equilíbrio que vinha aparecendo na tabela rodada após rodada. Nas últimas três rodadas, porém, o Vasco jogou melhor do que o Corinthians em todas elas. Apesar de apenas uma vitória, enquanto o Timão conquistou duas, a equipe carioca enfrentou adversários de mais qualidade, equilibrando seus jogos ou superando-os no quesito volume de jogo. Já o Corinthians venceu equipes da zona de rebaixamento na bacia das almas, sofrendo e fazendo a Fiel sofrer. Nesta quarta tem mais. O Coringão enfrenta mais uma equipe desesperada para evitar o rebaixamento, o Ceará lá em Fortaleza, enquanto o Vasco vem à São Paulo enfrentar um Time de Verde que matematicamente ainda possui chances de queda para a segundona, mas, na prática, já não tem mais nada para fazer na competição, a não ser atrapalhar o maior rival na busca pelo título. Precisamos vencer, pois é quase certo que o Vasco vencerá. Vamos jogar com raça e com o coração, é o time do povo, o Coringão!
Escrito por lfmiliorini às 16h03
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Sorte de campeão Ouvi mais de um comentarista esportivo insinuando ou dizendo que o Corinthians está com sorte de campeão. Sinceramente? Não partilho dessa opinião. Se ontem a sorte esteve ao nosso lado no jogo contra o Cruzeiro, na última quarta, no Pacaembu, foi bem diferente. Afinal, dos seis chutes a gol do Botafogo no jogo dois terminaram em desvio de um defensor nosso seguido de gol, enquanto das nossas 26 finalizações teve de tudo (bola na trave, desvio na zaga seguido de escanteio, defesa do goleiro...), menos gol. Na última quarta deu perfeitamente para imaginar que, se esse negócio de sorte de campeão existe, ela está ao lado do clube carioca. Tudo bem que o Botafogo fez um bom primeiro tempo, enquanto nós só assistimos, mas no segundo tempo foi um massacre de nosso ataque contra a defesa deles. Aliás, como um time pode fazer um jogo daqueles contra o Atlético-GO, que inclusive ganhou do Botafogo, e depois jogar tão de marcha lenta contra o clube carioca? O Tite disse que foi falta de concentração, mas tenha santa paciência! Estavam pensando no que então? Ainda bem que pelo menos somamos três pontos ontem. Um intruso na Taça Guanabara O Brasileirão 2011 está quase se tornando uma Taça Guanabara, com quatro cariocas entre os cinco primeiros colocados. O intruso é o Timão, que além de tudo lidera a competição. E um fato que ajuda a explicar a presença do Coringão à frente dos cariocas é justamente o seu desempenho contra estas equipes. Foram quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, com aproveitamento de 58,3%. Vi no blog do Juca que até agora, no Rio-SP particular disputado dentro do Brasileirão, os cariocas estão dando de lavada, com 15 vitórias deles contra apenas sete dos paulistas e cinco empates. Mas, como mostram os números, quem está atrapalhando o desempenho dos times daqui não é o Timão. Pelo contrário, ele é o único que se salva. Vaaaaai Coriinthiaaans!!! Ser campeão deixando a cariocada toda ali logo atrás, morrendo literalmente na praia, vai ser ainda mais bacana! Diferença de tratamento Ontem tive certeza absoluta que a diferença de tratamento que a imprensa dá para os erros de arbitragem a favor e contra o Corinthians é absurda. Os jogadores do Cruzeiro entraram em campo, além de nervosos pelo fato do time estar rondando a zona de rebaixamento, claramente pré-dispostos a reclamar de qualquer coisa que a arbitragem viesse a marcar contra sua equipe. Pareciam muito influenciados pela polêmica do último jogo entre Corinthians e Cruzeiro no ano passado, e pediam penalidades e faltas em infrações inexistentes a todo momento. Dois impedimentos do ataque do Cruzeiro foram erroneamente marcados no primeiro tempo, um com Keirrison na mesma linha que os defensores corintianos e outro com Montillo poucos centímetros atrás da zaga, mas os jogadores da equipe celeste tentaram finalizar a não acertaram o gol. E aí se Cuca ou Zezé Perrela estivessem lá eles já iriam dar entrevistas após a partida falando que foi um roubo, que todos são um bando de filhos da p... ajudando o Corinthians e blá, blá, blá. Acontece que o mesmo bandeirinha deu um impedimento inexistente do ataque do Corinthians no segundo tempo, quando Ramírez, pelo menos um metro atrás da defesa cruzeirense, estava saindo na cara do gol. Por aí já se nota que pelo menos o bandeirinha em questão não queria ajudar ninguém, ele simplesmente cometeu erros. Mas o problema mesmo foi o árbitro, que na metade do segundo tempo, quando o Timão já vencia por 1 x 0, literalmente inventou um pênalti a favor da equipe mineira. Mas Montillo desperdiçou, batendo por cima do travessão. Não vou nem falar do pênalti em William, que na minha opinião houve e não foi marcado. Não estou dizendo que o árbitro quis ajudar o Cruzeiro, pois não sou partidário de idéias como essa. Simplesmente acho que ele também errou. E nesse ponto eu volto à diferença de tratamento por parte da imprensa... Ano passado as entrevistas de Cuca, Zezé Perrela e do mau-caráter do Roger foram repetidamente exibidas na TV e no rádio. Passou-se uma semana falando em favorecimento ao Corinthians, em esquema para ele ser campeão. O imbecil do Cuca batendo na mesa, quase chorando e falando para o Fluminense tomar cuidado, pois o Corinthians seria campeão de qualquer jeito. Na opinião dele estava tudo certo – nunca é demais lembrar que o campeão foi o Fluminense. A imprensa falou e noticiou muito. Algumas manchetes já saíram mais ou menos assim: “Mais uma vez o apito amigo vai levar o Corinthians ao título”. Ano passado foi assim, mas ontem cada veículo de imprensa deu uma notinha e nada mais sobre o erro de arbitragem que poderia ter tirado a vitória do Timão. Mais! A maioria falou em suposto erro, sequer admitindo que a marcação foi um absurdo. Qual o motivo? Bom, tenho minhas teorias e já cansei de colocá-las aqui no blog, por isso não vale voltar a elas agora. Vale dizer, apenas, que esse negócio de falar do tal “apito amigo” corintiano virou algo praticamente cultural. Erros a favor do Corinthians são prova de roubo, crime, mas os contra são somente erros. Nada de importante, são tratados como coisa menor. Tanto que muitos sequer são comentados, como os dois impedimentos equivocadamente marcados de nosso ataque no jogo contra o Vasco, há poucos dias em São Januário. Falava-se mais do gol anulado da equipe carioca, realmente em impedimento, do que dos lances que prejudicaram o Timão. E se não formos tão longe no tempo basta olhar para o caso do recente jogo contra o Botafogo. Um apresentador e comentarista (esse é o pior deles) disse: “mesmo com o árbitro roubando o Botafogo o Corinthians não conseguiu evitar a derrota” – um gol do time carioca foi anulado erroneamente quando estava 0 x 0, indubitavelmente de forma equivocada, concordo. Agora, porque hoje não veio a mesma consideração desse mesmo jornalista? Algo do tipo: “Mesmo com um pênalti inventado o Cruzeiro não conseguiu evitar a derrota para o Corinthians”. Já me alonguei demais, mas não consegui evitar. Esse assunto me tira do sério. E o fato é que isso não vai mudar. Como disse, virou cultural. E o Coringão deve continuar lutando, contra adversários e falastrões. Vaaaaaaaii!!! Coriinthiaansss!!!
Escrito por lfmiliorini às 19h32
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Milhões de técnicos e entendedores? No Brasil alguns têm mania de dizer que somos 200 milhões de técnicos, pois todos entendemos de futebol etc etc Quando escuto isso a primeira coisa que me vem à cabeça é: quantos desses milhões vão ao estádio ver seu time ou qualquer outro jogar? A julgar pelo público do campeonato brasileiro da primeira divisão, o mais importante do país, que em sua vigésima oitava rodada (a mais recente) registrou média de 14 mil espectadores por jogo, acho que uma ínfima parcela da população dita entendedora de futebol frequenta os estádios. Mas espera aí, só entende de futebol quem vai ao estádio? Talvez não, essa não pode ser considerada uma regra, mas não tenho dúvida em afirmar que é lá, no estádio, que se aprende sobre distribuição dos jogadores em campo, que se entende melhor as diferenças entre os esquemas táticos e que se percebe o que um certo técnico pretende quando promove qualquer alteração na equipe. Em resumo, é vendo o jogo no campo que se adquire realmente um mínimo de conhecimento para criticar técnicos e jogadores, para ver se um time está realmente jogando bem e para se entender porque as vitórias de uma determinada equipe estão sendo conquistadas. Tenho ido muito ao estádio e cada vez percebo mais que no Brasil são poucas as pessoas que realmente entendem de futebol, inclusive na imprensa esportiva. Basta uma ou algumas partidas ruins de uma determinada equipe para ninguém prestar para nada, para exigirem a cabeça do técnico e para ter que mudar o time inteiro. Muitos que pedem isso mal sabem quem são os atacantes da equipe naquele momento. E não faltam torcedores para ir ao CT pilhar elenco e técnico, deixando-os nervosos, com medo de sair na rua, literalmente atrapalhando o trabalho de um grupo de profissionais. Muitas vezes acho que boa parte dos erros cometidos por eles são explicados pela falta de tranquilidade nos momentos difíceis, certamente reforçada pelas reações negativas da torcida. Alguém pode perguntar: mas esses que vão ao CT não frequentam os estádios? Sim, frequentam, mas a maior parte deles fica de costas para o campo, sem olhar para o jogo, se preocupando apenas em puxar os gritos da torcida. Se bobear nem sabem o time titular que entrou em campo. Estou falando sobre isso para obviamente chegar no Corinthians, que recentemente passou por toda essa situação. Eu estive entre aqueles que queriam mudanças, mas a diferença é que não pedi a cabeça de Tite – apesar de alguns de seus erros e de suas entrevistas cada vez mais chatas –, quis apenas que ele trocasse Danilo (que jogava mal e estava cada vez mais lento) por Alex, além de ter exigido que treinasse mais bola aérea na defesa com a equipe. Depois das últimas quatro rodadas do campeonato sou obrigado a reconhecer que as mudanças que ele fez na defesa surtiram efeito e que Danilo voltou a produzir e hoje, sinceramente, não deve sair da equipe. Ou seja, o que estava sendo feito internamente no clube estava bem mais certo do que os pedidos dos “entendedores de futebol”. E agora, com o time voltando a jogar bem e retomando a liderança, garanto que não haverá nenhum “entendedor de futebol” que vai até o CT exigir mudanças na equipe. A não ser que perca na próxima quarta. Assim é o futebol. A massa de torcedores No Brasil o que temos na verdade é uma enorme massa de espectadores, mal informada, sem um mínimo de senso crítico com relação à maioria das coisas que cercam o futebol (e outros assuntos também), que se deixa levar pela papagaiada diária dita por alguns profissionais da imprensa. Toda hora é aquela bobagem de “apito amigo”, acompanhada de teorias da conspiração, sensacionalismo barato, busca por assunto onde não há etc. Ontem tive bons exemplos disso. Ao ouvir um programa esportivo escuto o seguinte... “Estão mesmo querendo dar o título desse ano para o Corinthians, tanto que Mano Menezes levou Dedé (zagueiro do Vasco) para a seleção, desfalcando o time em rodadas importantes da fase final da competição...” Minha pergunta para o torcedor vascaíno que fez esse comentário é: e o Ralf? Ele é o primeiro volante titular do Corinthians, um dos maiores ladrões de bola do campeonato, fez um gol no seu Vasco no primeiro turno e deu um lançamento excepcional para o Danilo na jogada do primeiro gol do Corinthians em São Januário na semana passada, também contra o seu Vasco. Ele não faz falta para o Corinthians como o Dedé ao Vasco? Levar o Dedé para a seleção é prejuízo ao Vasco, mas tirar o Ralf do Corinthians não! Tenha dó! Outra... “Começou o esquema Ives Mendes para o Corinthians ser campeão, não deram um pênalti escandaloso hoje para o Vasco contra o Inter quando o jogo estava 1 x 0 para a equipe gaúcha...” Primeiro vi o lance na televisão e não há nada de escandaloso, coisa de interpretação. Em segundo lugar é uma pena que o esquema Ives Mendes não tenha funcionado na semana passada, pois o trio de arbitragem supostamente dentro do esquema, que apitou Corinthians e Vasco, “esqueceu de cumprir sua obrigação” e deu dois impedimentos inexistentes do ataque do Corinthians, um de William e outro de Alex, sendo que este último estava saindo na cara do gol. Outra coisa, se tivesse esquema Ives Mendes no jogo contra o Cruzeiro, na última quarta, não teria sido marcado um pênalti ridículo a favor do Time do Morumbi, também concorrente do Corinthians ao título. A cobrança foi desperdiçada, mas isso é outra história. Voltando a ontem, a verdade é que o Inter deu um banho no Vasco, ganhou porque mereceu e ponto final. E o Corinthians arrebentou com o Atlético-GO ainda no primeiro tempo, em um jogo no qual não se pode falar absolutamente nada sobre arbitragem. Por causa de tudo isso concluo que ano passado foram os frustrados do Cruzeiro, que por causa do pênalti sobre Ronaldo no Pacaembu falaram para o Fluminenese ter cuidado, pois o campeonato já era do Corinthians. Depois de um show ridículo de Cuca no vestiário e de declarações deploráveis de Roger, o cheio de moral, todos sabemos que o campeão foi o Fluminenene e que até o próprio Cruzeiro acabou na frente do Corinthians (segundo e terceiro, respectivamente). Onde foi parar o esquema? Esse ano serão os frustrados do Vasco, que tinham quase certeza que ganhariam do Timão na semana passada, mas acabaram não perdendo por pouco. Agora viram a liderança lhes escapar e estão procurando, em outras coisas, justificativas para sua incompetência. E aos seguidores do “Cabeção” de plantão vai um recado: vão procurar entender um pouco mais de futebol antes de sair falando bobagem ou se deixar levar por comentários sem fundamento. Vai Corinthians!!!
Escrito por lfmiliorini às 18h40
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Resumo das últimas semanas Perdemos para o Time da Baixada. Tivemos bons momentos no jogo, mas a derrota foi merecida, já que Neymar fez a diferença no segundo tempo. Fomos para o jogo contra o Time do Morumbi praticamente em crise e uma derrota certamente nos levaria a isso, era até mais importante não perder do que ganhar. Empatamos e ficou de bom tamanho, pois nesse campeonato da falta de afirmação ninguém embala, tudo embola, e já praticamente virou regra contar com os tropeços dos concorrentes. Fomos para o jogo contra o Bahia e aí sim não ganhar seria trágico. Na bacia das almas conquistamos uma vitória magra por 1 x 0, mas suficiente, ainda mais porque o Vasco tinha tropeçado em casa na rodada anterior, e no jogo entre Time do Morumbi X Botafogo deu empate. Fomos para São Januário para o jogo dos líderes. A derrota praticamente nos tiraria da briga pelo título e colocaria o Vasco com uma mão na taça, já que a diferença subiria de dois para cinco pontos. Confesso, para minha surpresa, que jogamos bem, no geral melhor que nosso adversário. A maior parte das chances claras de gol, que poderiam ter decidido a partida, foram nossas. Moral da história: esperança renovada; depois de quase sair, acho que ficamos na briga pelo título de vez. Expectativa para as próximas O jogo do próximo domingo será daqueles extremamente chatos e perigosos, contra um Atlético - GO que joga bem em qualquer lugar, fora ou dentro de sua casa. Afinal, jogar em casa para eles não significa muito, pois normalmente contam com menos torcida do que a grande maioria dos visitantes que vai até Goiânia. Além do mais o técnico da equipe é chato, uma pessoa que parece viver de atrapalhar times grandes. Estaremos desfalcados, sem Liédshow e Sheik, e Adriano é uma incógnita. Pela qualidade que tem pode jogar durante os 30min que estão sendo noticiados e fazer a diferença, ou mesmo não dar em nada. De uma coisa Tite e jogadores precisam ter certeza: a vitória é fundamental. Com mais um tropeço do Time do Morumbi (na última quarta contra o Cruzeiro) e a possibilidade do Vasco perder pontos lá em Porto Alegre, contra o Inter, podemos assumir a liderança para não sair mais. Isso porque nossa tabela nas últimas dez rodadas é a menos complicada dentre todas que têm os times que estão na briga pelo título, com menos confrontos diretos e clássicos. E agora se Liédshow se recuperar pelo menos para o jogo contra o Botafogo, teremos dois centroavantes de qualidade para o restante da competição, quando a maioria dos times tem um ou mesmo nenhum. Vai Corinthians!!! Chegou a hora!!!
Escrito por lfmiliorini às 17h27
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Falhas e mais falhas Me pergunto se Tite está obrigando a defesa a treinar posicionamento, rebote, interceptação etc em jogadas de bola cruzada na área, seja por baixo ou por cima. O Corinthians tem tomado muitos gols em jogadas deste tipo, a maioria por cima. Escanteios batidos pelos adversários se transformam em um verdadeiro inferno. Ele também tem realizado algumas alterações equivocadas, como no jogo de ontem, quando tirou nosso atacante que mais incomodava a defesa adversária, William, para colocar Jorge Henrique. É verdade que mexeu bem em outros jogos, mas ultimamente, talvez por se sentir mais pressionado, tem mais errado do que acertado. Mas o que irrita mesmo é ele ter explicação para cada uma das sete derrotas que o time teve no campeonato até aqui, sendo que a justificativa parece nunca ter relação com as falhas cometidas por ele ou pelos jogadores. Sempre vejo ou escuto suas chatas entrevistas após os jogos – um lance meio masoquista mesmo, de torcedor fanático que quer acompanhar tudo o que vem do clube, independente do que seja – e nunca o vi falar, por exemplo, que o time perdeu porque não conseguiu se proteger da bola aérea do adversário. Ou ainda que o resultado ruim não foi evitado em razão do excesso de gols perdidos pelos atacantes, por más substituições feitas por ele ou porque o time não se portou bem em determinado momento de uma dada partida. Não estou entre aqueles que querem sua saída. Primeiro porque ele não tem culpa se Emerson e William perderam os gols que perderam em algumas partidas do campeonato, como contra Avaí e Atlético – PR. Em segundo porque simplesmente não há técnicos melhores que ele disponíveis no mercado. O fato é que, com ou sem explicação, as falhas da equipe têm sido muitas. O jogo de ontem foi um ótimo exemplo. Após bons 35’ iniciais, ao longo dos quais poderíamos ter até marcado dois e não um gol, tomamos mais um em jogada de escanteio. Depois fomos de forma atabalhoada para o ataque e demos ao nosso adversário a oportunidade para ele fazer uma das coisas que mais gosta: contra-atacar. Dar a um time comandado pelo Muricy a arma do contra-ataque é quase coisa de juvenis (técnico e jogadores). Ainda mais quando ele tem nas mãos jogadores como Neymar e Borges. Por tudo isso começamos a cair perigosamente na tabela, e aconteceu o que há vários dias estava para acontecer: perdemos a liderança após 17 rodadas. E para não sermos em 2011 o que foi o Time de Verde em 2009 (liderou por 19 rodadas e viu o Flamengo ser campeão), temos que focar no que está por vir. Quarta O clássico de ontem já é passado, não adianta ficar lamentando. Foi ruim, perdemos a liderança e entramos em uma pré-crise. Mas a crise mesmo pode nem ter início, caso em um futuro próximo comecemos a reverter a situação. E o futuro é depois de amanhã, já na quarta-feira diante do Time do Morumbi. Será complicado? Sim, por várias razões... Nosso momento é ruim, perdemos um clássico, enquanto nosso adversário acaba de conquistar uma vitória, e de goleada. Jogaremos na casa deles, que deverá receber bom público. Eles estão mordidos pelo 5 x 0 do primeiro turno e o anão de jardim falastrão já começou a dizer por aí que os jogadores devem entrar em campo com o 5 x 0 na memória e blá, blá, blá.. Além disso a imprensa já começou de novo com aquela história de técnico derrubado quando perdemos para eles, mas eu sempre procuro enxergar isso pelo lado bom. Para mim, técnico corintiano cai em derrotas para o Time do Morumbi simplesmente porque lá no Parque São Jorge não acham e nem nunca acharam normal perder esse clássico. Afinal, como sempre digo, muito mais ganhamos do que perdemos. Será duro, mas sabe como é o Corinthians. Dele pode-se esperar tudo, até uma vitória na quarta e um pulo do inferno ao paraíso em apenas três dias. E para trazer bons fluidos vai novamente, como sempre tenho feito, a estatística do confronto: Confrontos entre TIMÃO e Time do Morumbi desde 22/03/1936 (data do primeiro embate) até 26/06/2011 (dia da cacetada com peru): 293; Vitórias do TIMÃO: 112; Vitórias do Time do Morumbi: 89; Empates: 92; Gols do TIMÃO: 432; Gols do Time do Morumbi: 395 Está cada vez mais complicado, mas vai Corinthians!!!
Escrito por lfmiliorini às 12h27
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Coritiba Até ontem, as últimas rodadas do campeonato não vinham sendo boas para o Timão. Apesar da vitória heróica sobre o Grêmio e dos tropeços dos rivais, contra o Coritiba voltamos a perder. E alguns dos rivais, como uma hora aconteceria, interromperam a tal série de tropeços. Agora Time do Morumbi, Botafogo e Vasco estão em nossa cola. Sobre o penúltimo jogo, contra o Coritiba, tive vontade de escrever no dia, mas estava tão chateado que acabei não conseguindo. Fizemos um bom primeiro tempo, voltamos bem no início do segundo e dos 10 aos 25’, no único momento da partida no qual perdemos o controle das ações, tomamos o gol. Se bem que se o árbitro tivesse expulsado o camisa 5 do time paranaense alguns minutos antes, que deu um golpe de MMA no rosto de Chicão e já tinha amarelo, talvez o gol não tivesse saído. Com um a menos o Coritiba provavelmente não teria continuado com a pressão sobre o Timão. Se bem que reclamar de arbitragem, como já disse outras vezes, é algo que não leva a nada. Uma hora eles erram a favor, outra contra, e só não enxerga quem gosta de usar as falhas dos homens do apito para justificar a incompetência ou ficar fazendo carnaval ao dizer que tal time ganha mais roubado do que outro etc – os anticorintianos adoram esse discurso, mas no jogo em questão tivemos uma prova de que a conversa deles não se sustenta. Mas essa conversa de Coritiba já é passado, pois ontem... Flamengo Confesso que não estava com um bom pressentimento, mas ao chegar no estádio foi impossível conter a euforia, pois a Fiel estava fazendo uma festa sensacional. Me lembrei daquele jogo da Libertadores de 2010, quando a vitória por 2 x 1 não evitou nossa eliminação, mas a participação da torcida foi digna de nota máxima. Jogos como esses contra o Flamengo, o da Libertadores de 2010 e o de ontem, comprovam que Sócrates não exagera quando diz que a torcida do Corinthians joga, como poucas. E não há momento mais propício para lembrar de uma frase dita por um de nossos maiores ídolos, já que ele passa por um momento complicado. Mas ele, tomara, vai se recuperar a tempo de ver o Timão levantar mais um caneco. Voltando ao jogo, o gol do adversário trouxe o desânimo a tona novamente, mas a verdade é que uma derrota não teria sido nada justa. Como foram injustas outras que tivemos nesse campeonato, contra Coritiba e Avaí por exemplo. Tivemos também vitórias injustas, mas vamos deixá-las de lado. E aí começa aquela tensão... Torcida canta vai Corinthians e Felipe defende, torcida entoa todo poderoso Timão e Felipe defende novamente, Fiel chamando o bando de loucos e bola na trave. Pressão, pressão e pressão. Liédshow não jogava bem, andava meio sumido, e levou um soco no estômago de um zagueiro rubro-negro. Parecendo motivado por uma certa raiva pelo ocorrido, marcou seu primeiro gol minutos depois. Explosão... Luxa mexeu no time, o Flamengo deu uma equilibrada nas ações. Tite mexeu também e o Timão, mesmo com uma visível queda de rendimento em razão do cansaço físico, voltou a pressionar nos minutos finais. A Fiel, que não pareceu cansar em nenhum momento, foi junto. Aos 43 minutos do segundo tempo teve Liédshow, voleio e gol. O Pacaembu veio abaixo. Repetimos o mesmo placar daquele jogo da Libertadores de 2010, mas o 2 x 1 dessa vez era mais do que suficiente. Em campeonato de pontos corridos não tem essa de gol fora de casa. Estava com receio de perder a liderança, pois seria a primeira vez em dezesseis rodadas, mas não foi dessa vez. E apesar da dura sequência de jogos que teremos pela frente nas três próximas rodadas (Fluminense fora, Tima da Baixada em casa e Time do Morumbi fora), a confiança na equipe foi recuperada. Descendo pela Teodoro Sampaio em direção à minha casa, ouvindo o rádio após o jogo, um torcedor gritou no microfone de um certo repórter: Isso é Corinthhians velho! É sofrido, mas é nóis p...” Precisa falar mais alguma coisa? Torcida No Corinthians, mais do que em outros clubes, a torcida sempre foi mais participativa. Hora ou outra, para apoiar ou cobrar, não falta um grupo para aparecer em um dado treino da equipe e falar, cantar e gritar. Na atual gestão, formada por alguns membros que já estiveram nos corações das organizadas, a participação se acentuou, ainda mais porque eles deixam os torcedores entrar no CT ou no clube muito mais do que outros deixavam (atitude condenável). Bom ou ruim? Quando para apoiar é bom, quando para cobrar sinceramente acho que não funciona. Ou algum desses torcedores que vai até ao CT cobrar e ameaçar os jogadores em caso de derrota acredita mesmo que o comportamento que nasce de uma atitude como essa é bom? Sinceramente, acho que o jogador fica com raiva e medo, principalmente porque passa a temer que algo aconteça a ele ou à sua família no dia a dia. E aí obviamente passa a render menos em campo. É também por isso que me parece mais difícil um jogador criar identificação com o Corinthians do que com outros clubes. O Corinthians é a torcida, e um sentimento negativo com relação a ela se reflete no que se pensa sobre o clube. Essa semana, em uma hora bem imprópria, pois às vésperas de um dos jogos mais importantes que o time tem no segundo turno, a interferência da torcida voltou a ser presenciada. E os jogadores não gostaram. O que os torcedores que foram até o CT pensariam em caso de derrota ontem? Certamente as ideias que eles teriam não seriam das melhores. E isso poderia piorar ainda mais as coisas em um momento tão importante. O que eles estão pensando agora que o time venceu após a manifestação? Pois é, aí que está o problema, pois podem estar achando que esse time de atitude mais ajuda do que atrapalha.
Escrito por lfmiliorini às 00h58
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A fase preocupa
Não pela derrota de hoje, que se não foi justa também não reflete o que foi o jogo, já que nem Corinthians nem Time de Verde fizeram por merecer a vitória. O empate seria o mais justo. O que preocupa é a sequência de maus resultados obtida pela equipe nas últimas rodadas do primeiro turno, com exceção da vitória sobre o Atlético-MG, na ante-penúltima rodada. A liderança só não foi perdida porque os concorrentes diretos também tropeçaram demais, parecendo que nenhum deles quer ocupar o posto que hoje é do Timão. Empatar com o Ceará e perder para o Figueirense em casa é inadmissível. Sem contar aquela derrota para o Avaí, essa há mais tempo, mas também bem difícil de aceitar. Tite quis mudar o esquema com o qual o time atuou durante a boa sequência das dez primeiras rodadas do campeonato e o rendimento caiu demais. Ele abandonou a formação com um meia centralizado (Danilo), dois meia-atacantes abertos (Jorge Henrique e William) e um centroavante (Liédson), para utilizar dois meias (Alex e Danilo) e dois atacantes (Jorge Henrique e Liédson). O problema é que ou os dois meias foram mal orientados ou não se entenderam em campo, pois foi nítido que Danilo e Alex passaram a se confundir em termos de posicionamento. Hoje Tite tentou voltar com a formação anterior, com Emerson no lugar de William, mas Danilo esteve péssimo. O pior é que parece que Tite ainda não confia que Alex pode substituir Danilo, e de fato o primeiro ainda não deslanchou no Timão, além do técnico parecer considerar que o segundo, por ter sido o líder de assistências no começo da competição, tem cadeira cativa no time. Ele só não pode ignorar o quanto Danilo é inconstante e lento, o que em muitos jogos prejudica demais a equipe. Não estaria na hora de voltar à formação com um meia centralizado, os dois meia-atacantes abertos e o centroavante, mas com Alex no lugar do Danilo? Além do time ganhar em velocidade, passa a contar com o chute de meia e longa distância. Alex precisa de uma sequência maior para deslanchar, pois futebol ele tem. Outra preocupação, e essa até maior, é a sequência que está por vir. Dificílima! Vamos lá... Grêmio em casa, Coritiba fora, Flamengo em casa, Fluminense fora, Time da Baixada em casa e Time do Morumbi fora. Se a equipe continuar indefinida e jogando mal, perder a liderança será questão de poucas rodadas, se não ocorrer já na próxima. Está ficando difícil, mas vamos acreditar. Sempre... Vai Corinthians!!!
Escrito por lfmiliorini às 00h15
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Brasileirão é assim Muito se fala que não tem mais bobo no futebol. Apesar dos resultados em jogos entre seleções demonstrarem que essa é uma afirmação com cada vez mais fundamento – ninguém imaginava, por exemplo, que a Venezuela iria além de seleções tradicionais como Brasil e Argentina em uma copa América –, ela perde força quando se pensa em torneios nacionais. Na Espanha, por exemplo, excetuando Real Madrid e Barcelona todos são bobos. Eventualmente aparece um Deportivo, um Valencia ou um Villarreal que até ameaça atrapalhar os dois maiores clubes do país, mas isso é cada vez mais raro. No campeonato italiano a briga pelo título dificilmente foge dos tradicionais Milan, Inter e Juventos. Lazio e Roma eventualmente incomodam. Dentre os ingleses a força está com Manchester United, Arsenal, Chelsea e Liverpool, e na Alemanha as novidades também não costumam ser muitas, apesar de ser o país europeu onde há o maior equilíbrio entre as equipes. Passando para a América do Sul, na Argentina temos um maior equilíbrio, mas os grandes Boca, River (apesar de sua recente queda para a segundona de lá), Estudiantes, San Lorenzo, Independiente e Racing ainda seguem muito à frente dos demais. No Uruguai, atual campeão da América, sem Peñarol e Nacional praticamente não há futebol. E no Brasil? Bem, no Brasil, ainda que não tenhamos mais a melhor seleção do mundo e sejamos atualmente apenas um país de futebol forte dentre outros também importantes (como Espanha, Holanda, Alemanha, Itália, Argentina e Inglaterra), o campeonato nacional é incomparável. Somente aqui um time na zona de rebaixamento, como o Avaí, derrota o líder Corinthians e, poucas semanas depois, um outro time que luta para não ser rebaixado de divisão, como o Atlético-GO, acaba com a invencibilidade de 16 jogos do vice-lider Flamengo, e na casa do clube carioca. E o que torna o campeonato brasileiro incomparável é justamente o fato de que esses tropeços dos grandes diante dos menores não ocorrem uma vez ou outra, e sim ano após ano. Mais do que isso, eles normalmente acontecem mais de uma vez em um mesmo ano. Por isso, apesar de ter ficado surpreso (e feliz) com a derrota maiúscula (1 x 4) que o Flamengo sofreu ontem jogando em casa, contra um Atlético-GO que ocupa as últimas posições na tabela, não achei algo anormal. Aconteceu ontem como o Flamengo e vai acontecer novamente com ele e com os outros times que estão no topo da tabela, como Vasco, Time do Morumbi e, infelizmente, o Coringão. No Brasileirão é comum um time que passa várias partidas somente ganhando ou sem perder (e por isso acaba se posicionando no topo da tabela) enfrentar períodos de resultados negativos, inclusive contra times de menor expressão. A diferença entre os que se mantém no topo e os que permanecem abaixo, ou que começam bem e depois caem de produção, é tornar as boas sequências mais longas que as más. O Coringão teve dez rodadas de ótimos resultados, nas quais somou 28 pontos, para depois amargar uma sequência de seis jogos com apenas 6 pontos somados, totalizando 34. A rodada deste meio de semana foi excelente, com o Coringão conquistando uma vitória fora de casa e de virada (de 2 x 0 para 2 x 3), que o levou aos 37 pontos, e com Flamengo e Time do Morumbi tropeçando novamente. Agora é torcer para ter início uma nova sequência de bons resultados. O desafio é que ela, assim como a do começo do torneio, seja longa. Vai Corinthians!!!
Escrito por lfmiliorini às 17h28
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Acabou a invencibilidade E foi só eu escrever um texto um pouco mais empolgado, exaltando os números do Coringão no Brasileirão 2011 até aqui e dizendo que poderíamos fazer história, que veio a primeira derrota. E logo para o time onde joga o Roger – eu nunca vou esquecer aquele pênalti que ele bateu para fora de propósito, no jogo contra o Figueirense em Florianópolis, pela Copa do Brasil de 2005. Ali ele colocou sua vontade, pois queria derrubar Daniel Passarella, então técnico do Timão, acima do desejo de 30 milhões de torcedores. Isso não se faz, é coisa de gente sem princípios éticos e valores morais. E ele ainda me vem depois do jogo dizer que esse Corinthians que vem conquistando vitória após vitória no campeonato não tem nada de mais. De uma coisa eu tenho certeza: qualquer jogador do atual time demonstra ter, em apenas um jogo, mais hombridade, caráter, moral e dedicação do que o Roger teve em toda a sua carreira. Voltando à derrota, ela não foi merecida. Se o time não criou chances de gol em boa quantidade, como nas partidas anteriores – graças à enorme estratégia defensiva criada por um dos treinadores mais retranqueiros do Brasil, Joel Santana –, pelo menos dominou o jogo e buscou a vitória e depois o empate até o fim, ainda que de forma desorganizada – Tite precisa corrigir isso, pois o time não pode levar um gol e entrar em desespero. Contra o Vasco, por exemplo, levou o gol e partiu para cima de forma organizada, o que resultou em virada no placar. Bom, agora é colocar a cabeça no lugar e continuar da mesma forma, pois o time vem jogando bem. Uma derrota não deve servir para todos começarem a achar que tudo está errado, afinal foi apenas uma em onze jogos, com nove vitórias. E temos que voltar a vencer logo, pois os rivais venceram no meio de semana e já estão na nossa cola. Vai Corinthians!!! Fielzão Venho lendo e me informando bastante sobre o assunto Fielzão. Tenho observado alguns membros da diretoria do Corinthians e pessoas ligadas ao clube dizerem que não haverá dinheiro público na construção do estádio, enquanto todas as outras, principalmente membros da imprensa e torcedores rivais, dizerem que haverá. Pelo que pude constatar na verdade haverá, mas vale destacar alguns pontos: Metade da obra será paga com empréstimo tomado junto ao BNDES, um banco estatal, ou seja, o clube emprestará dinheiro público para arcar com a metade dos custos do estádio. Sobre isso não há dúvida e eu só vejo comentários de indignação com relação a isso, mas gostaria de saber quantas dessas pessoas ficaram indignadas com as outras milhares de empresas que tomaram dinheiro emprestado do BNDES para suas empreitadas privadas. São muitas, o banco faz isso desde que foi criado, e eu não veja essa repercussão. Minha posição? Tomou emprestado e está dentro da lei, depois paga e está tudo resolvido, não há mal nenhum nisso. E não é porque se trata do Corinthians, time para o qual eu torço. Para aqueles que dizem que tomar emprestado do BNDES é mais vantagem porque as linhas de crédito são mais vantajosas para o tomador, os juros são mais baixos, as condições de pagamento são facilitadas etc, quero saber se já compraram um imóvel com financiamento da Caixa Federal, que também é estatal e oferece as mesmas condições aos interessados, se comparadas com a média do mercado. A outra metade do dinheiro virá dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) que a prefeitura concederá à obra. Trata-se de dinheiro público mesmo, não há o que discutir quanto a isso, mas essa estratégia de captação de recursos de baseia em uma lei de 2007, bem anterior a ser definido que a copa de 2014 seria no Brasil e de se saber que o Corinthians viria a construir seu estádio justamente na região de São Paulo coberta por essa lei. Com base nela qualquer empresa pode ir até a zona leste de São Paulo e investir, construindo prédios, instalando unidades industriais etc. Fica novamente o seguinte exemplo de pergunta: alguém ficaria indignado com a GM ou a Volkswagen se uma delas se utilizasse dessa lei para obter incentivos fiscais e instalar uma fábrica na zona leste? Acho que teríamos algumas pessoas contrárias, mas não tenho dúvida em afirmar que a grande maioria, inclusive daquelas que usam os meios de comunicação ou outros canais para se manifestarem sobre o “absurdo” que está ocorrendo com o Fielzão, diria que uma nova fábrica na zona leste traria desenvolvimento, empregos, renda etc. Em resumo, a prefeitura estaria fazendo somente o bem ao conceder incentivos fiscais ao novo empreendimento. Não quero aqui comparar o que traria a fábrica que usei como exemplo com o que trará o estádio, mas acho inegável que a presença dele ocasionará desenvolvimento para aquela região, que quem já teve a oportunidade de visitar deve concordar que tem muitas carências. Os vereadores que votaram contra a concessão dos incentivos fiscais o fizeram porque são conselheiros de outro clube, e não pelos motivos corretos, de não ser utilizado dinheiro público em um empreendimento privado. Então, demagogia pouca é bobagem. Enfim, o governo vai colocar R$70 milhões no estádio e isso é lamentável, ainda mais quando você vê como nossa cidade é suja, como falta transporte público de qualidade, como os hospitais carecem de remédios e leitos, como nossa vida é insegura e tudo mais e mais que vemos, lemos e ouvimos nos meios de comunicação todos os dias. Contudo, essa verba se destina a COLOCAR E RETIRAR 20.000 lugares do estádio, que para a copa terá 68.000 lugares e depois dela ficará com 48.000. Em resumo, o governo não está dando 20.000 lugares para o Corinthians utilizar depois da copa, mas sim está fazendo um investimento para ter a abertura do mundial aqui em São Paulo. Esse não é um presente para o clube em detrimento de benefícios que deixarão de ser concedidos à população, mas sim um investimento totalmente equivocado por parte do governo paulista que, certamente, poderia utilizá-lo para atendimento de necessidades muito mais urgentes.
Usar um veículo de comunicação ou simplesmente dizer em uma discussão de mesa de bar que o estádio do Corinthians está sendo 100% bancado com dinheiro público é lançar uma idéia no ar sem explicar o que realmente está por trás dela, e isso inevitavelmente conduz a se ter juízos equivocados e posições não totalmente fundamentadas ou, simplesmente, convenientes em termos de qual ponto de vista se pretende defender. Sim, porque se vai entrar 100% de dinheiro público voltará para o governo federal 50% desse dinheiro acrescidos de juros, além dos outros 50% serem concedidos graças a uma lei que não foi o clube que criou. Ele está usando um direito que é facultado a qualquer empresa que assim desejar. Para finalizar, ressalto mais uma vez que independente de tudo o que foi abordado nesse texto eu sou contra o estádio, inclusive porque sem ele não existiria dinheiro público de nenhuma modalidade investido na obra e toda essa discussão que está todo dia em pauta simplesmente não existiria. Por mim o Corinthians continuaria utilizando o Pacaembu para toda a vida, pois trata-se de um estádio aconchegante, bonito e próximo à minha casa. Além do mais, quando o Fielzão e a Arena Palestra estiverem prontos o Pacaembu vai virar um triste elefante branco, sem utilidade, que dará somente despesas à prefeitura e consequentemente a nós, os contribuintes. E tem mais: se hoje o Pacaembu conta com pouco ou nenhum dinheiro dos contribuintes para sua manutenção isso se deve, pelo menos em 70 a 80%, ao Corinthians, o maior usuário do estádio de forma disparada. De qualquer forma parece que o caminho que foi tomado é irreversível. Teremos o estádio, a copa e um Corinthians cada vez mais forte, independente de toda essa discussão.
Escrito por lfmiliorini às 18h26
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